
AUGUSTO DE ABREU – Nasceu em São Paulo, em 1960. É graduado em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pós-graduado em Teoria da Literatura, também na UFSC. É membro fundador da Academia São José de Letras e da Academia Desterrense de Letras. Faz parte da Associação dos Cronistas, Poetas e Contistas Catarinenses, do Grupo de Poetas Livres e da Associação Literária Florianopolitana. Sócio correspondente da Academia Ponta-grossense de Letras e Artes (PR), da Academia de Letras Flor do Vale (SP) e da Casa do Poeta e Escritor de Ribeirão Preto (SP). É verbete do Dicionário Biobibliográfico de Escritores Brasileiros Contemporâneos, 1998, Teresina/PI. É sócio da Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil, da União Brasileira de Escritores – SC e da Associação Brasileira do Livro (SP). Verbete do Dicionário Bibliográfico de Escritores Brasileiros 1998Teresina/PI. Homenageado em programação cultural no período de 08 a 10/06/2006 pela Escola de Educação Básica Comendador Arno Zadrozny de Blumenau/ SC.
Publicou Quem faz o ovo? (infantil, 1995 – livro aprovado pela Comissão Catarinense do Livro em 1996), Formas de amar (poesias, 1996), Compreendendo o belo (poesias, 1998 – livro aprovado pela Comissão Catarinense do Livro em 1999) e Eclipse (poesias, 2002). Ocupa a cadeira de número 4, cuja patronesse é a escritora Vilma Bayestorff. |
MUITO MAIS
Para que olhar as estrelas,
se os olhos da mulher
brilham mais?
Para que ir aos campos
sentir o aroma das flores
se o perfume da mulher
exala muito mais?
Para que água,
se na fonte da mulher
nos saciamos muito mais?
Para que cobertor
se o abraço da mulher
quando dá amor
nos aquece muito mais?
Para que comida e bebida,
se nos beijos da mulher
nos nutrimos muito mais?
Para que ficar procurando...
se encontramos na mulher
tudo e algo mais?
CASA
Entra, a casa é tua.
Não tenho muito a te oferecer,
a não ser um bom café,
alguns biscoitos,
carinho e minha amizade.
Entra, puxa uma cadeira,
serve-te do que quiseres,
não tenhas cerimônia.
Se quiseres café, bebe;
se quiseres biscoitos, come;
se quiseres carinho e amizade,
podes te empanturrar.
Se desejares ficar, fica;
se preferires ir, vai;
porém, se um dia quiseres voltar, volta;
a porta estará aberta,
afinal a casa é tua.
ÚLTIMO POEMA
Se este fosse meu último poema
quereria que fosse
como uma declaração
de amor de quem ama
– Verdadeiramente –
Se este fosse meu último poema
quereria falar de coisas simples
sem rodeios e metáforas
– Diretamente –
Se este fosse meu último poema
quereria que fosse
como lágrimas de felicidade
– Felizmente –
Se este fosse meu último poema
quereria que fosse singelo
como um sorriso de uma criança
– Esperançosamente –
Se este fosse meu último poema
quereria que fosse forte
como um encantamento
– Magicamente –
Se este fosse meu último poema
quereria que minhas palavras
suspirassem para sempre
e não se calassem jamais
– Eternamente –
Se este fosse meu último poema
quereria que fosse repleto de paz
e nada mais
– Pacificamente –
POEMETOS
I
O rio?
O rio corre para o mar.
Eu corro para te amar.
II
Pichei teu nome na Lua;
enciumada, a brisa apagou.
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