HERALDA VICTOR – Nasceu em Araranguá/SC. É licenciada em Pedagogia, com especialização latu sensu – Fundamentos Educacionais – pela UNESC. Professora, poetisa, declamadora e narradora de estórias. Membro da ALIFLOR (Associação Literária Florianopolitana), do Grupo de Poetas Livres, tendo participado de sua 3ª, 4ª e 5ª Antologias. Participou também das Antologias "Memórias de Araranguá", "XVII Congresso Brasileiro de Poesia", "Poetas Brasileiros Contemporâneos/RJ", "Os mais belos Poemas/RJ" e do "Portal CEN - Cá Entre Nós - Ponte Literária entre Brasil e Portugal", entre outros. Tem poemas publicados na revista Ventos do Sul e no Jornal da Catedral. Participa também dos projetos "Viajando com Poesia e Poesia na Praça". Organizou e atuou no "Primeiro Recital Lítero-Musical" no Clube 12 de Agosto em prol da Catedral. Atuou, com membros do Grupo de Poetas Livres. no Espetáculo Poesia Luz e Som sob a direção de Zeula Soares.Também atuou e dirigiu outros recitais e tem participado de diversos Projetos Literários. Foi narradora no CD "Vivendo e Aprendendo" lançado pelo Jornal Missão Jovem em 2003 e é Mestre de Cerimônia em eventos. Publicou “Quando as estrelas mudam de lugar”, 2ª Ed., 2005; “Travessia de Ilusões”, 2007; “Nos degraus do silêncio”, 2008; e “Atrás de um Por-do-sol”, 2009. Ocupa a cadeira de número 14, cuja patrona é a poetisa Maura de Senna Pereira.



Publicações






ANJO DE LUZ

Num céu de estrelas cintilantes
Embevecida pelo amor- perfeito
Na lua cobiçada pelos namorados
A dor costura versos no meu peito.

Na insônia da fria madrugada
Com a chuva e o vento em parceria
Na saudade que grita e angustia
Transformo minha lavra em poesia.

Da terra ressoa um riso insano de alegria
Pela semente que germina em pensamento
Ternura de mãe que acolhe o seu rebento
E ao amado filho dá o seio e acaricia.

Fiel à sublime devoção e sem engano
Negando a tristeza que me é funesta
Para cumprir a messe de um ser humano
O poeta que há mim, se manifesta!

Heralda Víctor
In [ Nos degraus do Silêncio- p-41]


FALÁCIAS

Permeando entre falácias admiráveis
Chega a simplicidade e pede acento
Para entoar uma canção aos veneráveis
Que leva ao coração riso e dá alento.

Intocável ouvido, mas rejeita
A arte singela e sã que a mão dedilha
Os olhos cobrem, repudiam a feita
Que de graça, oferece a boa partilha.

Quando a soberba ceia com a vaidade
Não degusta do mel que tem magia
Por manter alma presa na cobiça,

Nem reconhece a tal felicidade
Tampouco ouve os pardais em sinfonia
Vai de alma pobre, escrava, vai submissa.

Heralda Víctor
In [Atrás de um Pôr- do- Sol, p-35].


 
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