JANICE DE BITTENCOURT PAVAN - nasceu em 1º de março de 1948, em Imbituba/SC, filha de Francisco Cardoso de Bittencourt e Apolônia Patrício Bittencourt. Aos 6 anos mudou-se com seus pais para Siderópolis, onde viveu até 1978, quando transferiu-se para Florianópolis, ao casar-se com Nelson Pavan, com quem tem 3 filhos: Eduardo, Gustavo e Larissa. Desde criança interessou-se por desenho, pintura, teatro e literatura. Escreve poesia desde os seus 15 anos. Aos 18, formou-se normalista no Colégio Madre Teresa Michel, de Criciúma. Por 25 anos foi professora do ensino básico (1967 a 1997), afastando-se cinco anos para cuidar de seus pimpolhos. Lecionou nos colégios Dr. Tullo Cavallazzi, José do Patrocínio, Santa Bárbara e Dr. Fernando F. de Mello (Siderópolis); E. B. Profª Virgínia Paulina da Silva Gonçalves (Monte Carlo); Inst. Estadual de Educação, C. E. Getúlio Vargas e C. E. Simão José Hess (Florianópolis). Até o momento publicou 3 livros: (1990) Amor-Criança; (1993) Luz no Jardim; (2000) Bicho-Homem. Em 1999 dedica-se à pintura (óleo sobre tela), tendo participado de 15 coletivas e 8 individuais. Foi associada da ACAP (Associação Catarinense de Artistas Plásticos) por 4 anos. Em 2003 associa-se à ALIFLOR (Associação Literária Florianopolitana) da qual é secretária desde então. Em 2005 torna-se membro na ACLA (Academia Catarinense de Letras e Artes), ocupando a cadeira nº 24 cujo patrono é Zininho.


Publicações

 



Obras Artísticas

   


Infância

As coisas belas da vida,
que às vezes ficam escondidas,
Guardadas na alma da gente,
são: a meiguice ridente,
Iluminado semblante,
que vejo em um infante,
num rosto de uma criança,
São a certeza, a esperança,
São o perdão, a constância,
E o perfume da infância.

(Amor-Criança; p. 31)

Se

Se és simples como os lírios
que ao lado de outros embelezam os campos...
Se és forte para extravasar tuas mágoas,
e grande para esquecer rancores...
Se és orgulhoso de teu cansaço,
ao findar de cada rotina...
Se és corajoso para driblar a sorte
e subestimar especuladores...
Se és controlado no pouco
que fazes por ti “porque mereces”...
Se és vivo o bastante para juntar teus pedaços...
Se és estrela para alguém,
ou farol, no porto da alegria...
Valeu a pena o aprendizado!
Se houve lágrima, valeu a pena:
serviu de argamassa para tua construção;
e, tijolo por tijolo, sustentaste teu ideal,
alimentando o sonho.
Se pouco construíste
não te preocupes:

“A eternidade não tem pressa”.

Vive o momento como se fosse o mais rico.
Se és feliz, é o que importa.
Sou feliz contigo.
Valeu a pena ter somado os anos.

(Bicho-Homem; p. 93)

Selva

Você sabe por que veio?
E neste meio
Você é mais homem do que bicho
Ou mais bicho do que homem?

Nesta selva
O que você leva?
O sol?
As trevas?
Quanto vale?
Até quando?
Pra que tanto?
O tanto é pó.
Montão de terra.

(Bicho-Homem; p. 81)

 
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