
LUZ
CARPIN - Nasceu em Curitiba/PR. É licenciada em Letras (Língua
Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade
Federal de Santa Catarina) e em Educação Artística
Artes Plásticas pela Universidade do Estado de Santa Catarina.
É mestre em Lingüística Textual pela UFSC e doutora
em Lingüística Aplicada pela UFSC. Fez oficinas literárias
com Alice Ruiz e Alcides Buss e participou de diversos Varais Literários.
Teve selecionadas duas obras plásticas na “Mostra de
Alunos, Ex-Alunos e Professores CEART/UDESC” de 05/11 a 25/11/1996
– CEART no CIC. Obteve medalha de bronze no 2º Concurso
de Poesias Cruz e Sousa de Itapoá/SC. Foi classificada no
3º Concurso de Poesias Mário Quintana de Itapoá/SC
e no XII Concurso Internacional de Literatura de São Paulo/SP.
Participou das antologias dos citados concursos, e da Antologia
do V Concurso Grandes Nomes da Nova Literatura Brasileira, dos Anais
do IX Concurso Internacional de Poesias 2004 do Clube Pan-Americano
Enrique Salazar Cavero e da 3ª Antologia da Associação
dos Cronistas, Poetas e Contistas Catarinenses. Tem poemas publicados
nos livros O Jardim de Judith (Tijucas, 2004), Idiossincrasias (Vol
I, São Paulo, 2004). Teve selecionado no Concurso Internacional
da Academia Il Convívio (Itália) o poema “Labirintos”,
publicado, em italiano e português, na “Antologia del
premio Poesia, Prosa e Arti Figurative 2005” da mesma Academia.
Publicou Labirintos (Poesias, 2001), pela Copiart, Tubarão/SC,
Fractais Emergentes (Poesia, 2005) pela Nova Letra, Blumenau/SC,
Caderno da Cultura Folclórica Pão por Deus (2009)
e (Org.). Lendas, Causos, Pasquins, Benzeduras e Ditados Populares
de Palhoça (2007/2010) pela Ledix, Florianópolis/SC.
Editora chefe da Revista Vias Reflexivas da Faculdade Municipal
de Palhoça. Ocupa a cadeira de número 3, cuja patronesse
é a poetisa e escritora Delminda da Silveira. |
Publicações
Eu
Guardo o meu eu
em mapas secretos de areia.
Invento outros eu(s)
sobre eu mesma.
E me (re)encontro
nessa viagem
sem cessar...
Espera
Quando espero alguém
e este alguém não aparece,
volto para casa com
um gosto de tempo passado
e um silêncio no coração.
O tempo me engoliu...
Espelho
Quando me olho no espelho
o que vejo?
Vejo apenas um reflexo
de minha aparência.
Mas, não vejo a mim mesma
porque o meu aspecto exterior
não abarca a mim
em minha totalidade.
A expressividade exterior
admira, odeia, tem compaixão.
Já o meu interior ama, sente, vê e sabe.
* Poemas do livro Fractais Emergentes, publicado pela Editora Nova Letra, Blumenau, 2006.
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